Balneabilidade


Os turistas que freqüentam as praias do litoral de Santa Catarina contam com uma vantagem que poucos Estados no Brasil oferecem. Além da diversidade de suas paisagens - que misturam baías, enseadas, costões e muitas ilhas - e da exuberante beleza natural, o Estado garante a seus freqüentadores um serviço de utilidade pública essencial no verão:
o monitoramento da qualidade da água do mar para o banho  humano.

É a Pesquisa de Balneabilidade, que analisa as águas de cada balneário e determina se estão Próprias ou Impróprias para o banho. Isto é, se estão contaminadas ou não por esgotos domésticos. A existência de esgoto é verificada através da contagem da bactéria Escherichia colia presente nas fezes de animais de sangue quente, que podem colocar em risco a saúde dos turistas e da população local.

Pesquisa

A pesquisa de Balneabilidade é um trabalho realizado sistematicamente pela FATMA (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina) desde 1976, seguindo as normas da Resolução Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Ele começa com a coleta de amostras da água do mar em mais de 180 pontos dos 500 quilômetros da costa catarinense. A FATMA seleciona esses pontos de tal forma que todo o litoral seja avaliado, concentrando as coletas justamente nos locais mais suscetíveis de poluição - os de maior fluxo de banhistas. As coletas são feitas mensalmente de março a novembro e semanalmente de dezembro a fevereiro - o pico da temporada de Verão.

Coleta de Amostras 

Os técnicos fazem as coletas da água do mar a 1 (um) metro de profundidade, na quantidade de 250 mililitros em cada ponto. O material coletado é submetido a exames bacteriológicos durante 24 horas. São necessárias 5 (cinco) semanas consecutivas de coleta para se obter um resultado tecnicamente confiável. 

O ponto é considerado Impróprio para banho quando em 60% dos últimos 5 (cinco) resultados o volume de Escherichia coli (presente nas fezes de animais de sangue quente, incluindo o homem) - for superior a 800 NMP (Número Mais Provável) por 100 mililitros de água, nas amostras coletadas ou quando, na última amostragem, o valor obtido for superior a 2.000 NMP (Número Mais Provável) por 100 mililitros de água. Quando o resultado obtido é Impróprio, indica que há o risco de contaminação naquele local, e não necessariamente a contaminação. A Fatma, como órgão público, tem a responsabilidade e a determinação legal de divulgar que existe esse risco. A água contaminada pode causar doenças como gastroenterite, verminoses, doenças de pele e até doenças mais graves, de veiculação hídrica como hepatite, cólera e febre tifóide.

É por isso que durante a temporada de Verão a FATMA encaminha todas semanas um Boletim de Balneabilidade atualizado às prefeituras do litoral e também aos principais veículos de comunicação (jornais, TVs e rádios) do Estado.

Ainda no Verão, mantém em frente à sua sede, na principal rua da capital do estado, no saguão do Aeroporto Internacional Hercílio Luz e no saguão do Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis, no portal turístico de Laguna e em Barra Velha painéis com o Mapa da Balneabilidade. Eles contêm as mesmas informações dos Boletins, com a diferença de que as reproduzem através de um desenho do litoral catarinense, que situa geograficamente todos os pontos monitorados nos balneários e especifica se estão Próprios ou Impróprios. O objetivo é garantir o acesso à informação da população fixa e dos turistas que freqüentam as praias do estado. As mesmas informações podem ser obtidas através do PARE (Plantão de Acidentes e Reclamações Ecológicas) pelo telefone 08006441523, serviço mantido pela FATMA e que atende 24 horas por dia, inclusive domingos e feriados.

 
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