Unidade de Conservação > Parque Estadual da Serra do Tabuleiro


É a maior unidade de conservação no Estado. Ocupa aproximadamente 1% do território de Santa Catarina, com uma extensão de 87.405 hectares. Foi criado através do Decreto n° 1.260/75 e abrange áreas de nove municípios: Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí, Garopaba e Paulo Lopes. Engloba também as ilhas de Fortaleza/Araçatuba, Ilha do Andrade, Papagaio Pequeno, Três Irmãs, Moleques do Sul, Siriú, Coral, dos Cardos e a ponta sul da ilha de Santa Catarina.
O Parque tem variada vegetação, reunindo cinco das seis composições botânicas do Estado. Começa no litoral, com a paisagem da Restinga, sobe a serra, alcançando o planalto em meio à vegetação dos Pinhais, passando, nessa transição, pela Floresta Pluvial da Encosta Atlântica, vegetação da Matinha Nebular e os Campos de Altitude da chapada da serra. Dentre a vegetação formam-se rios e córregos que serão responsáveis pelo fornecimento da água potável utilizada pelos moradores de toda Grande Florianópolis.

> Outro destaque é a geologia da área. Na planície costeira do Massiambu pode-se observar um monumento mundial da geologia formado por cordões semicirculares arenosos da Restinga. Esses cordões são marcas do recuo das águas durante o período quaternário recente. Dentre os onze habitats principais identificados num estudo recente  realizado pelo Banco Mundial/Fundo Mundial para a Natureza (WWF) para a América latina e o Caribe (LAC), cinco deles ocorrem no Parque: florestas tropicais úmidas de folhas largas (mata atlântica), florestas tropicais de coníferas (floresta de araucária), restingas, campos de altitude e manguezais. A maior parte do Parque está coberta pela mata atlântica, uma ecoregião terrestre considerada pelo estudo do Banco Mundial de máxima prioridade regional para a conservação da biodiversidade. Outro estudo recente do Banco Mundial inclui o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro numa lista dos habitats naturais críticos na região da América latina e do Caribe.

A sede do Parque fica às margens da BR-101, no município de Palhoça, a 40 km de Florianópolis, em direção ao Sul do Estado. A sede do Parque estava fechada para reformas desde 98 e agora foi reaberta com maior estrutura para receber os visitantes. Foram construídos um centro de visitantes, portal, estacionamento, local para controle e recepção e trilha interpretativa. O centro de visitantes é a maior edificação com 270m2 de área construída e auditório para 80 pessoas, área para administração, oficinas de educação ambiental, recepção e banheiros, inclusive para deficientes. Na trilha, com 1.000m, os visitantes são acompanhados por guias. Localizada na Baixada do Maciambu, uma área de restinga, a trilha permite caminhar por partes da sede do Parque antes inacessíveis, observando a fauna e a vegetação local. O Centro funciona de segunda à sexta, das 13h às 19h e a entrada é gratuita. As visitas podem ser agendadas através do telefone (48) 286-2624.

As obras foram realizadas com recursos da Transportadora Brasileira Gasoduto Brasil-Bolívia S/A - TBG, em convênio com o Governo do Estado como parte do Plano de Compensação Ecológica referente à construção do Gasoduto Bolívia-Brasil e da Empresa Catarinense de transmissão de Energia - ECTE, como parte do Plano de Compensação Ecológica referente à Linha de transmissão Campos Novos/Blumenau.

 
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Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

Parque Estadual da Serra Furada

Reserva Biológica Estadual do Sassafrás

Reserva Biológica Estadual da Canela Preta

Reserva Biológica Estadual do Aguaí

Parque Estadual das Araucárias

Parque Estadual Fritz Plaumann

Parque Estadual Rio Canoas

Parque Estadual Acarí

 
    
 
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