FATMA Governo do Estado de Santa Catarina
Você esta aqui: HOME ECOSSISTEMAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO PARQUE ESTADUAL DA SERRA FURADA

Parque Estadual da Serra Furada

O Parque Estadual da Serra Furada (PAESF) é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral criada em 20 de junho de 1980, por meio do Decreto nº 11.233, sua área é de 1.330 ha e abrange os territórios municipais de Orleans e Grão-Pará. Paisagens exuberantes da serra de Santa Catarina podem ser observadas nessa região. 

Situado nas escarpas da Serra Geral, o Parque Estadual da Serra Furada está ligado geograficamente, na porção oeste, à área do Parque Nacional de São Joaquim (49.300 ha), aumentando a área conservada e favorecendo a biodiversidade existente no local.

O PAESF tem este nome devido a uma fenda arenítica com proximadamente 45 m de altura e 8 m de largura que pode ser vista a alguns quilômetros de distância. Essa fenda e o nome do Parque são muitas vezes confundidos com a Janela Furada, outra rocha também com um grande vão, avistada costumeiramente a partir do Morro da Igreja e pertencente ao Parque Nacional de São Joaquim.

A geomorfologia do PAESF é caracterizada por relevo escarpado nas áreas mais elevadas juntamente com vales íngremes, evidenciados por forte erosão fluvial, o que remonta às formações geológicas da Serra Geral e Botucatu. Nas áreas onde predominam as rochas sedimentares, a superfície é caracterizada por formas de colinas arredondadas. Seu relevo extremamente acidentado, com altitudes que variam de 400 a 1480m, lhe confere grande beleza cênica, tornando o Parque um local de grande potencial turístico.

Devido a sua localização geográfica, a umidade relativa do ar é alta, em torno de 85%, resultando em uma pluviosidade anual média de 1500 mm. O Parque contribui para a preservação de inúmeras nascentes de córregos alimentadores de importantes rios locais, como do Minador que deságua no rio Laranjeiras e contribui para a sub-bacia dos Formadores do Tubarão e, dos rios do Meio e Braço Esquerdo que vão drenar para a sub-bacia do rio Braço do Norte.

A formação vegetacional característica do local é a Floresta Ombrófila Densa, envolvendo as formações Submontana, Montana e Altomontana. Ressaltam-se ainda os tipos especiais de vegetação pioneira estabelecidos nos paredões rochosos extremamente íngremes (alguns verticais) da Serra Geral, denominados em seu conjunto como Vegetação Rupícola ou Refúgios Vegetacionais por estarem associados intrinsecamente a substratos rochosos.

A relevância ecológica do Parque Estadual da Serra Furada está relacionada à conservação de ambientes formadores do corredor florestal atlântico brasileiro pertencente a um dos biomas mais biodiversos e ameaçados do planeta, a Mata Atlântica. No estado de Santa Catarina, compõe a porção sul do maior contingente florestal contínuo representado pela Floresta Ombrófila Densa e compõe parte da zona núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. O PAESF protege significativo número de espécies florestais raras e ameaçadas de extinção, tipos especiais de vegetação de altitude e florestas primárias de relevante importância para a regeneração florestal local.   

Quanto à fauna, estudos iniciais feitos durante a elaboração do Plano de Manejo indicaram a presença de 174 espécies de aves, 10 espécies de mamíferos, 23 espécies de anfíbios, 14 espécies de répteis e 12 espécies de peixes.

No Parque há um vasto campo para o desenvolvimento de estudos e pesquisas que contribuam para o conhecimento da biodiversidade local e, estudos de alternativas para o desenvolvimento sustentável da comunidade do entorno, conferindo à área grande interesse científico.

O Parque Estadual da Serra Furada possui uma Unidade de Gestão instalada atualmente na CODAM (Coordenadoria Regional de Desenvolvimento Ambiental) de Tubarão.
Contato: (48) 3622-5910.


Para ver mais fotos clique aqui.


Linhas de pesquisa sugeridas pelo Plano de Manejo

Vegetação

  • Estudos sobre a composição florística e estrutura vegetacional em Floresta Nebular, na formação Montana da Floresta Ombrófila Densa e da Vegetação Rupícola;
  • Avaliar quali-quantitativamente as áreas que sofreram intenso processo de degradação, com vistas a ampliar o conhecimento sobre as comunidades vegetais envolvidas no processo sucessional para subsidiar futuros projetos de recuperação;
  • Levantamento das principais populações de espécies vegetais exóticas, gerando um mapeamento dos principais focos, que possibilite um monitoramento do desenvolvimento, dispersão e potencial de propagação sobre áreas naturais.

 

Ictiofauna

  • Levantamento faunístico por período anual;
  • Análises da estrutura das comunidades, com base em índices de diversidade;
  • Análise da estrutura trófica, com base em estudos de dieta e oferta alimentar nas diferentes paisagens;
  • Abordagem comparativa dos dados entre as diversas realidades locais dos pontos amostrados, correlacionando os resultados a possíveis efeitos deletérios da ação antrópica.

 

Herpetofauna

  • Determinar a composição da fauna de anfíbios e répteis dentro de áreas prioritárias de conservação;
  • Delimitar os padrões de distribuição espacial de cada espécie de anfíbios;
  • Registrar os períodos do ano em que cada espécie de anfíbio está em atividade, correlacionando esta atividade com padrões climáticos, que deverão ser mensurados, tais como: índice de pluviosidade, temperatura e umidade do ar; 
  • Aumentar o conhecimento acerca da biologia das espécies de anfíbios registradas na área, caracterizando os sítios de vocalização, postura e desenvolvimento das larvas (girinos).
  • Determinar as espécies de interesse para conservação (raras e/ou ameaçadas), bem como a estrutura e o tamanho de suas populações; 
  • Organizar uma coleção científica representativa da região de estudo, sendo que esta deve ser tombada em museu de referência;
  • Disponibilizar os dados da pesquisa para utilização em programas de educação ambiental.

 

Aves

  • Efetuar inventário das espécies de aves do PESF.
  • Determinar o status de conservação local das aves. 
  • Elaborar projeto de monitoramento de aves, listando as espécies a serem monitoradas (e.g. ameaçadas nos âmbitos mundial, nacional e local).
  • Estruturar e atualizar um SIG.
  • Monitorar as espécies.
  • Propor planos de manejo específicos para as espécies monitoradas.
  • Executar os planos de manejo das espécies monitoradas.

 

Mastofauna

  • Monitoramento periódico das espécies indicadoras 
  • Levantamento básico de espécies

 

Geologia, Geomorfologia e Hidrologia

  • Aumento do conhecimento sobre a estratigrafia local
  • Estudos sobre a evolução da formas de relevo
  • Estudos sobre a Dinâmica Fluvial

 

Socioeconomia

  • Economia do turismo local
  • Redes produtivas locais e suas relações de mercado consumidor
  • Estrutura das redes sociais das comunidades locais
  • Formas tradicionais de uso e conservação de recursos naturais 


Downloads:




Licenciamento Ambiental

Solicite seu pedido de licenciamento de forma rápida e prática em apenas 4 etapas

SOLICITAR LICENCIAMENTO

Balneabilidade

Veja a situação da balneabilidade em Santa Catarina

SAIBA MAIS

Denuncie Crimes Ambientais

Ouvidoria Geral

0800 644 8500

Topo
Rua: Felipe Schmidt, 485 - Centro | Florianópolis | SC
CEP: 88010-001 Fone: (48) 3665-4190
Horário de atendimento: 2ª a 6ª feiras, das 12h às 19h.