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FATMA e o CIASC
(Centro de Informática e Automação do Estado de SC) uniram-se
para lançar no mercado um CD-Rom com o Atlas
da Cobertura Vegetal do Estado. Esse serviço, pioneiro
no país, foi viabilizado através de um convênio de cooperação
técnico-científica entre os dois órgãos do governo estadual,
que consideraram extremamente importante no contexto tecnológico
atual divulgar informações técnicas através deste novo formato
de comunicação.
O CD-Rom
reduz custos de impressão, facilita o manuseio, armazenagem
e acesso à consulta.
São vantagens
de peso, ainda mais na comparação com um atlas convencional,
publicado em papel e com mapas de tamanho grande. O Atlas
da Cobertura Vegetal de Santa Catarina, que a Fatma lançou
neste formato convencional em janeiro de 97, é formado por
nada menos que 11 mapas temáticos que abrangem 20 microrregiões
do Estado. Em escala 1:250.000 (lê-se um para 250 mil, ou
seja, onde cada centímetro equivale a 2,5 quilômetros de área),
eles também são acompanhados por um mapa síntese, na escala
1:500.000.
É o registro
mais recente da situação atual das florestas primárias (nativas)
e secundárias (em estágio avançado de regeneração) em Santa
Catarina. Que também mapeia as áreas de reflorestamentos,
manguezais, dunas, campos, áreas urbanizadas e de mineração
existentes no território catarinense.
Através
do Atlas, baseado em levantamento realizado pelo satélite
Land-Sat TM-5 entre os anos de 1989 e 1992, a Fatma detectou
que o Estado ainda preserva 29,14% de florestas primárias
e secundárias. E que, dentre as 20 microrregiões do Estado,
a de Blumenau é a que apresenta o maior percentual de preservação
desse tipo de vegetação - 3,83%. A microrregião de Canoinhas
vem em segundo, com 3,32% preservados, e a de Campos de Lages
aparece com 3,14%. A que menos preservou seus recursos florestais
foi a de Ituporanga, que tem apenas 0,40% do total estadual.
O Atlas também apontou que o reflorestamento já cobre 4,14%
do território catarinense.
Tudo isso
pode ser conferido num único CD-Rom, cuja tecnologia foi desenvolvida
pelo Ciasc. Ele permite que um trabalho de mais de três anos
da equipe técnica da Fatma chegue ao alcance não só de pesquisadores,
cientistas, prefeituras, ONG's (Organizações Não Governamentais)
e universidades mas também de toda a comunidade.
A aplicação
do Atlas em meio digital permite que essas valiosas informações
não fiquem restritas ao público técnico, assim, o CD-Rom é
uma verdadeira democratização da informação.
As unidades produzidas da primeira versão do CD-Rom do Atlas
da Cobertura Vegetal já se esgotaram e, futuramente, a Fatma
e o Ciasc pretendem lançar uma nova versão do CD-Rom.
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