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Para
uma avaliação dos aspectos evolutivos da cobertura vegetal
no Estado, a FATMA utilizou como material de apoio documentos
anteriores sobre o assunto, como o Mapa Fitogeográfico de
Santa Catarina, do pesquisador Roberto Klein (1978). Mas também
recorreu a avanços tecnológicos, principalmente nas áreas
da informática, sensoriamento remoto orbital (via satélite)
e à utilização de dados georeferenciados.
No
sensoriamento remoto, a interação entre a radiação eletromagnética
refletiva da Terra e os sensores permitiu a obtenção de informações
sobre seus usos e cobertura. Os diferentes níveis de energia
foram processados e associados a cores, cujas características
(tons, formas, textura, estrutura e outros padrões) possibilitaram
o reconhecimento e interpretação dos alvos existentes.
A
esta ferramenta, adicionou-se o SIG's (Sistema de Informações
Geográficas), que possibilitou o uso de dados referenciados
espacialmente , ou seja, georeferenciados. Uma de suas principais
vantagens é o armazenamento digital das informações, permitindo
sua fácil recuperação e o cruzamento com outros dados, conforme
a necessidade. Assim, o emprego conjunto do Sensoriamento
Remoto e do Sistema de Informações Geográficas representaram
um particular potencial para o monitoramento da cobertura
vegetal no território catarinense, bem como para o conhecimento
da dinâmica dos processos e fenômenos ambientais no espaço
e no tempo.
São
essas características que tornam o Atlas o levantamento mais
atual da situação da cobertura vegetal em Santa Catarina.
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